Oh! o noivado bárbaro! o noivado
Sublime! aonde os céus, os céus ingentes,
Serão leito de amor, tendo pendentes
Os astros por docel e cortinado!
As bodas do Desejo, embriagado
De ventura, afinal! visões ferventes
De quem nos braços vae de ideais ardentes
Por espaços sem termo arrebatado!
Lá, por onde se perde a fantasia
No sonho da beleza: lá, aonde
A noite tem mais luz que o nosso dia;
Lá, no seio da eterna claridade,
Aonde Deus à humana voz responde;
É que te havemos abraçar, Verdade!
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