A menina voltou
A menina está triste
Dorme enrolada nos seus cobertores
O regresso é imprevisto.
O olho da serpente
enlaçado no pescoço.
Abandonada
a casa verde
dormita
escondida entre os pinhais.
Ela e o caminho
caíram por uma ribanceira.
O corpo jaz
despojado pela areia.
Afogado.
Sonâmbula, a alma vagueia
O mar, sempre o mar
em ondas
rebenta nos rochedos.
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