"Um dia o coração explodiu-me nas mãos como uma bomba"
quinta-feira, outubro 04, 2007
No túmulo de Leonardo
Esta lua mata-me. Lentamente, como convém a todos os supliciados. Durante horas fico imóvel, paralisado, com a cabeça encostada aos joelhos, em posição fetal, debaixo daquela luz incandescente e gelada. Uma pedra vermelha, incrustada no meu cérebro toca a rebate, brilha. É alguém que se aproxima. Impossível dormir. Impossível concentrar-me. Vertigens eléctricas percorrem-me o corpo, impedindo-me a saída. Não consigo mexer-me. É necessário mudar a página e fico preso à folha de papel, incapaz de a destruir.
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