A tua cabeça pesada de desejo,
os teus olhos de fogo, obstinados,
fixam um sonho ausente.
Teus cabelos revoltos, ó visionário!
sibilam a linguagem do vento.
Eternamente inquieto, afastas-te.
E na areia do caminho,
pouco a pouco,
a sombra dos teus passos
se desvanece.
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