Saturday, May 24, 2008

Fragmento XC

A defesa dos interesses nacionais justifica tudo: a dedicação dos operários (manuais e intelectuais), o sacrifício e até a vida dos homens, mulheres, velhos e crianças. Actualmente, a nação sobrevive, postumamente, por similitude simbiótica com um ante-pós aprioristicamente constituído. A sociedade pós-industrial ou pós-moderna pode ser plural, mas a nação como a mãe há só uma: a nossa e mais nenhuma. Uns são filhos da puta, outros são bastardos, poucos são os queridinhos da mamã, muitos são à nascença abandonados, alguns são adoptados, a maioria não se rala que não vale mesmo a pena.
Catarina Tao Tao, Deambulações Virtuais

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